Bodyboarding Sounds

Written by Thiago Parrini. Postado em Música

Começo essa matéria incentivado pelos 40 anos de história do nosso esporte, dando os parabéns para uma categoria batalhadora, sofredora , que nunca desiste e persiste na vontade de chegar  ao reconhecimento máximo que merece. Parabéns Bodyboarding! Inclusive, gostaria de parabenizar um ex- patrocinador meu de muitos anos atrás... Marcus Cal Kung, o pioneiro do esporte no Brasil . Valeu Kung ! Parabéns pela trajetória e esforço para manter a chama acesa do esporte!

Desde pequeno, quando comecei a praticar o bodyboarding, sou obcecado pela mídia que envolve o esporte, suas produções e suas invenções. Eu acompanhava tudo e tentava comprar o que o meu dinheiro permitia, revistas, posteres, adesivos e roupas. Fora os equipamentos que, a todo instante, aparecia algo novo e revolucionário. Entretanto, quando o assunto se tratava dos filmes, eu enlouquecia completamente!
 
Lembro-me que a primeira produção que vi, era do diretor Tom Boyle, o nome do filme era Bodyboarders Video Magazine. Criado no final da década de 90, o filme teve 8 continuações aproximadamente e Boyle foi um dos pioneiros na arte de filmar os “ morey boogies “. Eu me entretia como uma criança, aliás, eu era de fato e me servia como uma ferramenta motivacional absurda. Automaticamente ao fim das sessões, eu ficava fissurado pra cair. A outra parte da minha obcessão, ficou por conta das trilhas sonoras que envolviam essas produções. A música em combinação com as imagens, absolutamente dava o plus necessário para a motivação ficar mais forte. Eu comecei naquela época a pesquisar e comprar tudo que eu podia sobre tais bandas que estavam envolvidas nesses filmes. Foi aí que eu conheci, Midnight Oil, Men At Work, GanggaJang, Echo and The Bunnymen, Dire Straits, Pink Floyd, Sugar, Offspring e várias outras. Gratas descobertas.
 
Um pouco depois, consegui adquirir uma série chamada R.O.T. ( Riders Of Tubes).  Foi uma produção com até 9 filmes aproximadamente.  O criador foi Sean Manning, local da Califórnia e que tinha apenas 16 anos quando fez o primeiro da série. Nesses filmes, o estilo predominante era 100% Punk Rock . Foi então que  tive o prazer de ouvir e conhecer bandas como: NOFX, No Use For A Name, Ignite, Good Riddance, Pennywise, Millencollin, Tilt, Pridebowl, Snuff, Lagwagon, Guttermouth... Só quebradeira ! Sean chegou a produzir o filme do clássico campeoanto nas Ilhas Reunião, o Hoff Bodyboard Pro em 1996. Nele, continham também muitas pérolas do punk rock como: Diesel Boy e Me First And Gimme Gimmies.
 
Na sequência, os filmes que piraram a nossa geração, foram os do diretor australiano Chris Stroh,  a série Underground Tapes. Adquiri esses filmes no antigo ponto de encontro da galera do bodyboarding:  a Galeria River! Mais precisamente a loja Toobs do Marquinhos.  Que época! Nós íamos lá, ficávamos a tarde inteira "encarouçando" o Marquinhos e vendo na aba toda a novidade que chegavam pra ele vender. Esses filmes apresentavam bandas totalmente desconhecidas até então nos veículos que eu lia e que já tinha visto, como:  Frenzal Rhomb, The Porkers, Disneyfist, Mumma Green, Downtime, Ten Foot Pole, Grinspoon, Fireballs, Bodyjar, Incursion , No Fun At All , One Inch Punch, Headlifter e outros.
 
O estilo predominante em quase todos esse filmes era o Punk Rock  e foi aonde eu conheci o Grunge. Filmes dessa série tem muitas músicas marcantes, como as do filme Warped (Underground 8). Por exemplo, a banda Frenzal Rhomb com  "Infotainment ",  na parte em que Tamega abre cavando, sendo filmado dentro d'água e  "Suburban Male ", na parte em que Eppo detona nas direitas.  The Porkers, banda de ska e punk muito irada com "Aloha Steve & Danno " traz Eppo e Harry Antipala num secret clássico . A banda Disneyfist  em " Take Away " clássica,  mais para o final do filme.
 
Em Seek and Destroy (Underground 6 ) Frenzal Rhomb já dava suas caras também na parte da Indo Trip com Macka e o psycho Nugget,  com  " Richer Than You " e na session em Pipe com " Chemoterapy ". Nessa época pré - downloads, eu me esforçava para achar alguma loja que vendesse ou que trouxesse tais sons. Era bem complicado, mas eu conseguia achar e nada como pagar a taxa de envio não resolvesse. 
 
*Fiquem ligados na continuação com os clássicos dos filmes de bodyboarding.
 
MUSIC FOR LIFE
 
Agradecimento em especial ao atleta profissional Felipe Lima e a Players Clothing por terem cedido o material para pesquisa.